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23 January 2009 @ 10:17 pm
[HILSON FEST] Belas Pernas  
Título: Belas Pernas
Autora: Adriana Adurens
Beta: Yoko Hiyama
Pares: House e Wilson
Classificação: R
Palavras: 1145
Disclaimer: Não é meu.
Prompt: 8 - House resolve ajudar um cara que está fugindo da máfia e está disfarçado de mulher. ( sim, é claro q o cara disfarçado de mulher é o Wilson ).
Avisos: você leu o prompt?



Ele reparou naquelas pernas de longe.

Ah, sim... um belo par de pernas bem torneadas, branquinhas, com a quantidade certa de músculo e de gordura. Nada de palito de dente ou casca de laranja em uma superfície gelatinosa. Gregory House só ia atrás das pernas boas.

Desacelerou a moto e encostou o máximo que pôde na calçada, acompanhando o andar apressado da moça.

De perto analisou a mercadoria com mais cuidado. Apesar das pernas maravilhosas, o quadril era fino, mas o bumbum redondinho compensava esse pequeno deslize da genética, rebolando timidamente sob o vestido vermelho. Não conseguiu ver o busto. A moça parecia com frio e agarrava o casaquinho de couro branco com força contra o peito. Mas House não era exigente...

Ainda mais com um rosto de princesa como aquele.

A moça suspirou sobressaltada e arregalou os olhos para ele, percebendo sua presença ao lado dela. Um rosado tingiu quase todo o rosto delicado e ela começou a andar mais rápido.

House riu. Essa valia a pena.

Ele acelerou e alcançou-a novamente. Quando ia soltar sua cantada, um estrondo atrás dele surpreendeu os dois. Algumas pessoas sairam de um bar com pressa, armadas e nada amigáveis.

House sabia que estava em um bairro conhecido pelos seus mafiosos, geralmente, eram os bairros onde se encontravam as boas putas. Quando o primeiro tiro foi disparado, ele não pensou duas vezes, “Ei, venha! Vamos sair daqui.”

Ela olhou com dúvida entre a confusão no fim da rua e ele por menos de um segundo, erguendo a barra do vestido para passar a perna pelo assento da moto com mais facilidade.

House mal teve tempo de admirar aquelas coxas abraçando seu quadril quando outro tiro soou atrás deles e ele acelerou com a moto no meio do trânsito.

Tentou inclinar-se um pouco para trás para sentir mais o corpo atrás de si, mas ela colocou a bolsa justamente no meio das pernas e recusava-se a ser uma “donzela em perigo” abraçando-o na cintura. Ao contrário, somente segurava-se com as mãos e no casaco dele ainda.

Chegando perto de sua casa, pararam em um semáforo.

“Você está bem?”, ele viu de relance um balançar de cabeça discreto, “Eu moro aqui perto. Quer entrar e tomar alguma coisa?”

Alguns segundos de silêncio se seguiram, até que o semáforo ficou verde. House esperou pela resposta, que veio em uma voz grave e rouca, “Seria ótimo.”

Satisfeito consigo mesmo, ele abaixou a mão até a perna da moça, apalpando a coxa dela e acelerando até sua casa, pensando consigo mesmo que tinha se dado muito bem.

Mal entrou em casa, House nem esperou que ela tirasse o casaco. Agarrou-a pela nuca e cintura, colando sua boca na dela com fome. No começo, ela respondeu ao beijo e ele gostou de sentir suas mãos passeando pelas costas dele.

Mas, de repente, ela afastou o rosto e as mãos antes delicadas agarraram seus ombros, empurrando-o para longe. House tentou insistir com as carícias, mas sentiu seu corpo ser jogado para trás com uma força que desconfiava não ser própria para uma dama.

“Por favor!”, ela disse exasperada, “Nossa, se eu soubesse que você estava nessa secura não tinha aceitado a carona.”

Levemente irritado, ele olhou-a cinicamente, “Ora, você teria virado peneira naquele lugar se não tivesse subido na minha moto.”

“Teria mesmo.”, ela disse seriamente, suspirando cansada, “Eles estavam atrás de mim.”

Percebendo a gravidade do problema, House encostou o quadril no sofá, perguntando, “Espere aí... Não me diga que a família Soprano vai bater na minha porta atrás de você?”

“Não, não se preocupe... eles não sabem nem que era eu na rua.”

House riu, andando até a cozinha e abrindo a geladeira para pegar duas cervejas, “Olha, não sei da sua própria modéstia, mas é difícil acreditar que eles deixaram passar uma gata como você pela rua.”

“...”, a moça pegou a lata de cerveja, claramente envergonhada com o elogio disfarçado, “Obrigado.”

House mancou até a porta do quarto, parando para dizer, “Bom, você está aqui e eles não sabem... tem certeza que não quer trepar, não?”

Como se tivesse levado um balde de água fria na cabeça, ela suspirou, negando, “Sinceramente? Você não vai querer transar comigo.”

“Ah, vou.”

Ela sorriu sem graça, o já costumeiro rosado em seu rosto voltando com força total. Decidida, tirou o casaco, exibindo os ombros largos e o peito achatado.

House encarou aquele dorso por alguns segundos, até olhar curioso e perguntar, “Você é uma nadadora profissional que fez mastectomia dupla?”

“Não. Testosterona mesmo.”

Não convencido, ele mancou até ela, parando com uma expressão séria no rosto, como se estivesse analisando-a. Então, naturalmente, ele estendeu a mão e apalpou a região no meio das pernas dela.

“Oh, mas o que--!”, ela, agora ele, segurou com as duas mãos no braço de House, mas não fez muita força para afastá-lo de si.

“Você é a melhor propaganda enganosa que eu já vi.”

“Ahn...”

“Sério. Suas pernas quase me deixaram com torcicolo.”, ele disse calmamente, enquanto sua mão subia e descia pelo volume cada vez maior entre as pernas do rapaz, “E você tem a maior cara de puta safada...”, ele assoviou, para servir de exemplo.

“Mas-- oras!”, o rapaz tentou soltar-se, mas House foi mais rápido, enlaçando-o pela cintura e forçando o contato entre os dois quadris.

“Oras, oras... pra quê esse espanto? Se você escolheu esse vestidinho pra fugir dos mafiosos deveria saber que é roupa de puta.”

Soltando-se com raiva, o rapaz olhou-o seriamente, “Eu sei que é de puta, ok? Foi uma puta que me emprestou. Mas isso não quer dizer que eu vá agir como tal!”, ele suspirou, erguendo as mãos, indicando que estava mais calmo, “Por que está fazendo isso?”

“Eu vou perguntar de novo: quer trepar?”, diante do olhar espantado que recebeu como resposta, ele continuou, “Entendo, você acha que eu vou enfiar o meu pau no seu cu e que isso vai doer. Não se preocupe, eu tenho lubrificante.”

O rapaz olhou-o como se fosse um louco, mas, vendo que o assunto não era tão brincadeira quanto o tom com o qual era tratado, ele tratou de por em ordem seus pensamentos, “Se eu deitar com você... você me deixa ficar?”

“Estou ofendido. Você acha que eu exigiria tal coisa em troca da sua vida?”, o sarcasmo ficou claro para ambos, “Meu lema é fazer o bem não importa a quem.”

Fingindo impaciência, o rapaz perguntou, “Falando nisso: meu nome é James. Qual é o seu?”

“Por que quer saber? Amanhã não nos veremos mais.”

Foi então que James sorriu complacente, pegando House pela mão e caminhando até o quarto, “Eu não sei se vou precisar, mas você vai me agradecer por saber o meu nome amanhã de manhã.”

“Acho que vou agradecer hoje de noite mesmo, Jimmy.”, House respondeu, apalpando o bumbum enquanto mancava para o quarto.


FIM
 
 
Current Mood: creativecreative
Current Music: Tu eres parte